Com a presença de lideranças de mais de 100 países, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, abriu nesta terça-feira (24) a 2ª Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20). O evento marca os 20 anos da conferência realizada em Porto Alegre, em 2006, e ocorre sob o lema “Terra para trabalhar, terra para comer, terra para a vida”.
Ao representar o Governo Federal, Teixeira destacou o papel do Brasil como referência internacional no tema e resgatou o histórico da luta pela terra no país. Ao mencionar o massacre de Eldorado do Carajás, o ministro afirmou que a atual política brasileira está orientada pela reparação e pelo fomento ao desenvolvimento rural. Segundo ele, a reforma agrária integra uma estratégia mais ampla de defesa dos territórios, fortalecimento da agricultura familiar, proteção das populações tradicionais e redução do uso de agrotóxicos.
O ministro também ressaltou que o Estado brasileiro passou a adotar uma posição explícita nos conflitos agrários. De acordo com Teixeira, o governo deixou de atuar de forma neutra e passou a se posicionar ao lado dos agricultores familiares que lutam pela permanência na terra. A declaração foi acompanhada por representantes de povos indígenas, camponeses, pescadores artesanais e organismos internacionais presentes na conferência.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reforçou a centralidade da reforma agrária para enfrentar desafios econômicos e sociais na América Latina. Para Petro, ampliar o acesso à terra é condição essencial para aumentar a produção de alimentos e conter a inflação, desde que acompanhado de crédito e assistência técnica aos produtores rurais.
Durante a abertura, Paulo Teixeira também apontou a necessidade de avançar na agenda futura do setor. O ministro sugeriu que a próxima edição da conferência seja realizada no Brasil, dentro de dois anos, com o objetivo de monitorar metas relacionadas à desconcentração fundiária e ao enfrentamento da crise climática.
A ICARRD+20 segue até o dia (28), em Cartagena, com debates voltados a temas como sucessão rural, protagonismo das mulheres no campo, segurança alimentar e os impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas produtivos.
Com informações do Gov.br
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