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Home Política & Economia

Acordo Mercosul-UE avança e projeta impacto bilionário na competitividade brasileira

by Redação
fevereiro 24, 2026
Itália pressiona por salvaguardas mais rígidas e Irlanda confirma voto contra acordo Mercosul-UE

O acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em (01/2026), é apontado como marco estratégico para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da competitividade sistêmica do país. A avaliação consta em nota técnica elaborada pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, que analisa os impactos econômicos, comerciais e institucionais do tratado.

Após décadas de negociação, o pacto reúne dois blocos que somam cerca de 718 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto conjunto estimado em US$ 22,4 trilhões, consolidando-se como um dos maiores acordos bilaterais de livre comércio do mundo. Para o Brasil, membro fundador do Mercosul ao lado de Argentina, Paraguai e Uruguai, o tratado amplia o acesso ao mercado europeu, reforça a integração às cadeias globais de valor e tende a oferecer maior previsibilidade jurídica para atração de investimentos.

A União Europeia, composta por 27 países e PIB de US$ 19,4 trilhões, é o segundo principal parceiro comercial do Brasil. Em 2025, a corrente de comércio bilateral alcançou cerca de US$ 100 bilhões, o equivalente a 16% do comércio exterior brasileiro. As exportações somaram US$ 49,8 bilhões, com destaque para combustíveis, óleos e ceras minerais (22%) e café, mate e especiarias (14,7%). As importações atingiram US$ 50,3 bilhões, concentradas em máquinas e equipamentos industriais (25,4%) e produtos farmacêuticos (15,1%), resultando em saldo praticamente equilibrado.

No campo tarifário, o acordo prevê abertura ampla e gradual. O Mercosul eliminará 91% de sua pauta tarifária ao longo de até 15 anos. A União Europeia retirará tarifas de 93% dos produtos, em prazos que podem chegar a 10 anos. A diferença nos cronogramas indica tratamento diferenciado, com maior tempo de adaptação para o mercado sul-americano.

A nota técnica destaca que o tratado abrange temas como comércio de bens, regras de origem, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, defesa comercial, serviços e investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, micro, pequenas e médias empresas, defesa da concorrência, subsídios, empresas estatais, comércio e desenvolvimento sustentável, além de mecanismos de solução de controvérsias.

Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que, somado a outros acordos firmados pelo Mercosul, como com Singapura e o EFTA, o pacto poderá elevar o PIB brasileiro em R$ 67,6 bilhões e gerar R$ 25,3 bilhões adicionais em investimentos, impulsionados pelo acesso facilitado a novos mercados.

Outro ponto enfatizado é a contribuição potencial para a redução do chamado Custo Brasil, conjunto de entraves estruturais, burocráticos e econômicos estimado em R$ 1,7 trilhão. Um dos eixos críticos envolve a integração às cadeias produtivas globais, com impacto relevante nos impostos de importação, cujo diferencial é calculado em aproximadamente R$ 127,5 bilhões. A harmonização normativa prevista no acordo pode mitigar parte dessas distorções e ampliar a competitividade do ambiente de negócios.

No entanto, o texto também aponta incertezas no processo europeu. O Parlamento Europeu aprovou medidas para proteger agricultores do bloco, prevendo a possibilidade de suspensão de benefícios tarifários a produtos agrícolas do Mercosul caso haja aumento significativo das importações. As regras ainda estão sob análise do Conselho da UE e dependerão de manifestação do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode postergar a entrada em vigor do acordo por ao menos seis meses.

Em um contexto internacional marcado por avanço de medidas protecionistas, a nota técnica sustenta que o acordo representa instrumento estratégico para diversificar mercados, modernizar o parque industrial e reforçar o compromisso com o comércio internacional como vetor de crescimento econômico. A efetiva implementação do tratado será decisiva para converter o potencial projetado em ganhos concretos de produtividade, investimento e inserção global.

 

Com informações da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo

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Tags: agriculturaagricultura familiaragromaisagronegocioagropecuariaeconomiaexportacoesmercosuluniao europeia
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