A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 voltou a cair e passou de 3,95% para 3,91%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central. É a sétima semana consecutiva de redução na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um teto de 4,5% e um piso de 1,5%. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado espera inflação de 3,5% em ambos os anos.
Em janeiro, a inflação mensal foi de 0,33%, influenciada principalmente pelos reajustes na conta de luz e nos preços da gasolina. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,44% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Mesmo com o recuo das expectativas inflacionárias, o Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano na última reunião, realizada no fim de janeiro. O patamar é o mais elevado desde julho de 2006. Em ata, o Copom indicou que poderá iniciar um ciclo de redução dos juros a partir de março, desde que o cenário inflacionário siga favorável, embora a política monetária deva continuar em terreno restritivo.
No Boletim Focus desta semana, a projeção para a taxa Selic ao final de 2026 foi revisada de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, o mercado estima juros de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a Selic pode chegar a 9,5%.
Em relação à atividade econômica, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2026 subiu levemente, de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção é de expansão de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado espera crescimento de 2% ao ano. No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 0,1%, desempenho considerado estável pelo IBGE, com impulso da indústria e da agropecuária. O resultado consolidado do PIB de 2025 será divulgado em (3).
O câmbio também permaneceu estável nas projeções. A expectativa do mercado é de que o dólar encerre este ano cotado a R$ 5,45 e chegue a R$ 5,50 no fim de 2027.
Com informações da Ag. Brasil
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