As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 45,27 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2025, crescimento de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) e indicam manutenção da demanda por insumos, mesmo em um cenário de custos elevados e ajustes no ritmo da produção agrícola.
Somente em novembro, foram entregues 4,33 milhões de toneladas, alta de 2,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete o avanço do plantio das principais culturas da safra e a recomposição de estoques por parte dos produtores.
Mato Grosso manteve a liderança no consumo nacional, com participação de 22,7% do total entregue no período, o equivalente a 10,28 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (5,42 milhões de toneladas), São Paulo (4,83 milhões), Rio Grande do Sul (4,60 milhões), Minas Gerais (4,38 milhões), Goiás (4,36 milhões) e Bahia (2,95 milhões).
Apesar do aumento das entregas ao mercado, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou retração em novembro. O volume produzido no mês foi de 517 mil toneladas, queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado de janeiro a novembro, a produção somou 6,72 milhões de toneladas, avanço de 4,1% na comparação anual, indicando crescimento mais moderado da indústria nacional frente à demanda.
As importações seguiram como principal fonte de abastecimento do mercado brasileiro. Em novembro, o país importou 3,85 milhões de toneladas de fertilizantes, redução de 12,7% na comparação anual. Já no acumulado de janeiro a novembro, as compras externas totalizaram 39,70 milhões de toneladas, crescimento de 4,8% frente ao mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como o principal ponto de entrada do insumo no país. No acumulado do ano, o terminal recebeu 9,95 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 6,4% em relação a 2024, respondendo por 25,1% do total desembarcado nos portos brasileiros, segundo dados do Siacesp/MDIC.
O desempenho reforça a dependência estrutural do Brasil das importações de fertilizantes e evidencia o papel estratégico da logística portuária para o abastecimento do agronegócio. Ao mesmo tempo, o crescimento das entregas sinaliza resiliência da atividade agrícola, que segue sustentando a demanda por insumos mesmo em um ambiente de maior cautela econômica.
Com informações da Anda
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