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Home Agricultura & Agropecuária

Análise: Gargalos portuários geram prejuízo bilionário à exportação de café em 2025

by Redação
fevereiro 2, 2026
Preços do café atingem recordes históricos em 2025, mesmo com safra maior

Apesar dos sucessivos anúncios de recordes nas exportações brasileiras, os principais portos do país seguem operando sob forte pressão estrutural, com impactos diretos sobre o comércio exterior. Em (2025), os exportadores de café acumularam prejuízo logístico de R$ 66,1 milhões, reflexo do esgotamento da infraestrutura portuária, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O cenário foi marcado por filas de caminhões, pátios congestionados, falta de berços de atracação, rolagens de cargas, atrasos e mudanças frequentes nas escalas de navios. Esses entraves geraram custos adicionais com armazenagem, pré-stacking e detentions. Na média do ano, 55% dos navios registraram atrasos, enquanto cerca de 1.824 contêineres estufados com café — o equivalente a 602 mil sacas — deixaram de ser embarcados mensalmente.

Como consequência, o Brasil deixou de internalizar aproximadamente US$ 2,64 bilhões, ou R$ 14,67 bilhões, em receita cambial ao longo de (2025), evidenciando que os gargalos logísticos já ultrapassam a esfera operacional e afetam diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Para a advogada Mayra Mega Itaborahy, sócia do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, a solução passa por uma atuação coordenada entre os setores público e privado. Segundo ela, a insuficiência de profundidade dos acessos, a limitação da capacidade dos terminais e os gargalos em outros modais refletem um desenvolvimento lento da infraestrutura brasileira, que não acompanhou o crescimento das exportações nem a expansão da capacidade física e logística dos portos e de seus modais integrados.

“Para desafogar a infraestrutura brasileira de transporte marítimo e melhorar a competitividade internacional, seria necessária uma força-tarefa conjunta dos setores privado e público, pois a insuficiência de profundidade dos acessos, a falta de capacidade dos terminais e os gargalos em outros modais são reflexo de um desenvolvimento lento da infraestrutura brasileira, que não acompanha o ritmo do crescimento das exportações”, afirma

No campo jurídico-regulatório, Mayra destaca que a Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013), em vigor há 12 anos, já previa a exploração portuária por meio de concessões, arrendamentos e autorizações, além da atuação de operadores privados como forma de atrair investimentos e ampliar a competitividade. A legislação, conhecida como Lei de Modernização dos Portos, buscou superar o modelo estatal tradicional ao transferir riscos e responsabilidades ao setor privado por meio de contratos administrativos.

No entanto, a especialista avalia que a lei, por si só, não é suficiente. Casos como as controvérsias envolvendo o aprofundamento do canal de Santos e a licitação do Tecon 10 demonstram que a falta de processos licitatórios bem estruturados e juridicamente sólidos aumenta a insegurança jurídica, amplia o risco de litígios e retarda obras essenciais, agravando os gargalos logísticos.

Além disso, ajustes legislativos e normativos complementares, como eventuais mudanças na regulamentação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e medidas para facilitar a integração multimodal, podem criar incentivos para que portos privados concorram de forma mais eficaz com os públicos. Esse movimento, segundo a advogada, ajudaria a ampliar a capacidade de escoamento, reduzir a dependência de complexos saturados, como o porto de Santos, e elevar a competitividade internacional do Brasil no comércio de café e de outras commodities do agronegócio.

Com informações da assessoria de imprensa

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Tags: agriculturaagricultura familiaragromaiscafeexportacoes
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