As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram forte retração ao longo do segundo semestre após a entrada em vigor do tarifaço norte-americano em agosto. As vendas caíram 14,6% naquele mês, aprofundaram a queda para 32,7% em setembro e 32,8% em outubro, e despencaram 54,9% em novembro. Parte dessa perda foi amortecida pelo redirecionamento de embarques para mercados como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia, que absorveram volumes antes destinados ao mercado norte-americano.
A sinalização de alívio veio em 20 de novembro, quando o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada das tarifas sobre uma lista de produtos brasileiros. Entre os itens beneficiados estão café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina, segmentos relevantes para a pauta do agronegócio paulista e para a balança comercial do país.
Para o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), José Alberto Ângelo, o movimento tende a favorecer uma recomposição do fluxo comercial. Segundo ele, o histórico recente sustenta uma expectativa positiva, já que, nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente, o que reforça a perspectiva de retomada.
No plano nacional, São Paulo manteve peso expressivo nas vendas externas do agronegócio em 2025. O estado respondeu por 17% das exportações do setor, ocupando a segunda colocação no ranking brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso, com 17,3%. O desempenho indica que, mesmo diante de choques tarifários, a diversificação de mercados e a competitividade de produtos-chave seguem sendo fatores centrais para sustentar o setor.
Com informações da Ag. São Paulo
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