O Brasil registrou o menor patamar histórico de insegurança alimentar grave, segundo dados recentes da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia). O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, atribuiu o avanço às políticas sociais, destacando que a redução é acompanhada pela liderança do país na articulação global contra o problema.
A pesquisa do IBGE (PNADc, 4º trimestre de 2024) aponta que a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% em apenas um ano, com mais de dois milhões de pessoas saindo da condição de fome.
Além dos resultados internos, o ministro celebrou a saída do Brasil do Mapa da Fome, da ONU, e reforçou o compromisso do país em levar sua experiência para o mundo.
Wellington Dias detalhou que a queda é resultado de uma atuação articulada do Governo Federal, que utiliza o cruzamento de dados entre programas sociais, saúde e o sistema de segurança alimentar. Essa estratégia permite instaurar diligências quando há indicadores de desnutrição, garantindo que o problema seja tratado, seja por falta de alimento, de renda ou de saúde.
Programas como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) são a base dessa articulação. O ministro frisou o novo modelo do Bolsa Família, onde o beneficiário “só sai para cima”, seja para o emprego ou pequeno negócio, e, ao perder a renda, retorna ao benefício sem cair novamente na fome. Para encontrar quem ainda está fora do sistema, o MDS está trabalhando com a busca ativa em todos os municípios do Brasil, com apoio de escolas, igrejas e empresas.
“O objetivo é que nunca mais a fome volte ao mapa do Brasil por meio de políticas sólidas e permanentes”, afirmou Dias.
A liderança na Aliança Global
O ministro também destacou o progresso da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada em 2024 durante a presidência brasileira do G20. A iniciativa já reúne 201 integrantes e estabeleceu metas ambiciosas até 2030:
- Alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda.
- Garantir alimentação escolar de qualidade a mais 150 milhões de crianças.
Dias, que esteve em Roma acompanhando o presidente Lula na segunda reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global, ressaltou o papel dos países mais ricos. “O presidente Lula lançou um desafio: Não tem solução para a fome e a pobreza se os mais ricos não ajudarem. Os 46 países mais ricos do mundo… estão ajudando os países em desenvolvimento”.
Na reunião, foram discutidos planos nacionais de combate à fome em países da África, Caribe e América Latina, e foi inaugurado o escritório do Mecanismo de Suporte da Aliança Global.
“O Brasil melhora, mas a gente quer trabalhar para o mundo também superar a fome e a pobreza”, concluiu o ministro.
Com informações do Gov.br
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