A inflação oficial do Brasil fechou julho em 0,26%, levemente acima da taxa de junho (0,24%), influenciada principalmente pelo aumento da conta de luz. Os dados, divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 5,23% nos últimos 12 meses — acima do teto da meta de 4,5%.
O maior impacto individual no mês veio da energia elétrica residencial, que subiu 3,04% e sozinha acrescentou 0,12 ponto percentual ao índice. A alta foi provocada pela manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em capitais como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Segundo o IBGE, sem esse efeito, a inflação teria ficado em 0,15%.
Apesar da pressão da energia, o grupo de alimentação e bebidas recuou 0,27% — segunda queda consecutiva —, ajudando a conter o avanço da inflação. A alimentação no domicílio caiu 0,69%, puxada por produtos como batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). “Se não fosse a queda nos alimentos, o IPCA teria sido de 0,41%”, afirmou Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.
Outros destaques do mês incluem a alta nas passagens aéreas (19,92%), influenciada pelas férias escolares, e a queda nos combustíveis (-0,64%), com a gasolina recuando 0,51%. Jogos de azar subiram 11,17% após reajuste nas loterias, tornando-se o terceiro item que mais pesou no índice.
O IBGE ressaltou que ainda não há impacto no IPCA das tarifas adicionais de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que passaram a valer apenas em agosto. Gonçalves explicou que o efeito inicial pode até ser de queda de preços no mercado interno, caso parte da produção não seja exportada.
A pesquisa considera famílias com renda de um a 40 salários mínimos e é realizada em 16 capitais e regiões metropolitanas do país.
Com informações do IBGE
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