O mercado segurador brasileiro demonstrou forte recuperação, atingindo o melhor resultado trimestral de 2025 ao faturar R$ 57,4 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 5,6% em relação a 2024. A análise, divulgada pelo IRB+Inteligência, aponta que o lucro líquido das seguradoras no acumulado do ano chegou a R$ 29,3 bilhões. Contudo, em meio a essa expansão, o segmento de seguro rural se destacou negativamente como o único a encolher, o que gera um alerta importante para a cadeia produtiva do agronegócio.
O faturamento do seguro rural registrou sucessivas retrações mensais no terceiro trimestre, culminando em uma redução de 18,8% frente ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025, o recuo atingiu 8,7% em relação a 2024. Essa queda contrasta com o desempenho vigoroso de outras áreas, como o segmento de Crédito e Garantia, que teve um crescimento de 19,1% no acumulado, e os seguros de Vida, que avançaram 8,8%.
Apesar da retração nas vendas, os dados revelam um aspecto que pode ser visto como uma oportunidade futura para o segmento: o seguro rural registrou a menor taxa de sinistralidade de sua série histórica, alcançando 31,7% nos nove primeiros meses do ano, uma redução de 2,6 pontos percentuais. A sinistralidade baixa, que representa o volume de indenizações pagas, pode indicar menor exposição a eventos extremos ou uma melhor gestão de risco nas lavouras.
Para os produtores rurais, este cenário complexo aponta para a necessidade de reflexão. Enquanto o mercado geral se consolida e apresenta uma taxa de sinistralidade baixa, que teoricamente poderia levar a condições de prêmio mais atrativas, a queda de 8,7% no faturamento sugere que menos propriedades estão se protegendo contra perdas climáticas e de mercado. Isso mantém uma parcela do agronegócio vulnerável aos riscos inerentes à atividade, principalmente em um período de crescente variabilidade climática.
O desempenho do seguro rural contrasta com a tendência geral de estabilidade e crescimento do setor. Os seguros de Automóvel, por exemplo, avançaram 6,5% no trimestre com sinistralidade estável em 59,8%. Já o segmento Vida teve um crescimento de 8,1%, impulsionado pelo Vida Individual e pelo Prestamista Individual. A menor taxa de sinistralidade geral do ano, de 38,5%, confirma a solidez e a lucratividade do mercado segurador no período.
Com informações do Mapa
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