O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, durante a reunião da Comissão Nacional de Bioeconomia na sexta-feira (28), um estudo em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) intitulado Elementos para uma Estratégia Nacional para Implementação de Biorrefinarias no Brasil, que traz uma visão sistêmica do biorrefino em território nacional.
“Esse estudo demonstra o potencial de diversos tipos de biomassas em vários biomas brasileiros, alguns que já são explorados comercialmente e outros, não”, detalhou o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Rodrigo Rollemberg.
Confira o estudo completo neste link.
O documento procurou apresentar um diagnóstico dos estágios de desenvolvimento de biorrefinarias em território nacional, além de fornecer subsídios para a elaboração de propostas de estratégias que levem ao desenvolvimento pleno do setor. Segundo o estudo, a ideia central para as políticas de bioeconomia e bioindústria deve envolver uma visão sistêmica do biorrefino: além de biorrefinarias, as cadeias produtivas e o ecossistema de produção e inovação associado à unidade industrial fazem parte dessa equação.
O levantamento também aponta, por exemplo, que o biorrefino deve almejar quatro atributos: diversificação de produtos, aproveitamento integral da biomassa, circularidade e inserção regional/territorial. Outro ponto importante destacado pelo estudo diz respeito a quatro grupos distintos de biomassa que possuem lógicas próprias de exploração e valorização. São elas as florestas plantadas (grupo 1), cana de açúcar (grupo 2), café e açaí (grupo 3) e babaçu e macaúba (grupo 4).
O estudo ainda propõe 15 recomendações, que levam em conta elementos da cadeia produtiva (oferta de biomassa, beneficiamento, industrialização e comercialização) assim como as dimensões de análise dos negócios em bioeconomia (matéria-prima, tecnologia, produtos, modelos de negócio), que condicionam a adoção de cada recomendação.
O estudo está alinhado à Missão 5 do Plano Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê, entre outras ações, a ampliação em 50% dos biocombustíveis na matriz energética dos transportes. Desse modo, o relatório aponta o estágio de desenvolvimento desse segmento da indústria, além de fornecer subsídios para que se planeje a expansão das biorrefinarias no país.
Fonte: MDIC
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