A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,16 bilhões em janeiro de 2025. No período, as exportações totalizaram US$ 25,18 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 23,02 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Apesar do saldo positivo, houve uma queda de 5,7% nas exportações em relação a janeiro de 2024, quando o país exportou US$ 26,7 bilhões. Em contrapartida, as importações cresceram 12,2%, passando de US$ 20,51 bilhões para US$ 23,02 bilhões no mesmo período. A corrente de comércio – soma das exportações e importações – atingiu US$ 48,2 bilhões, um avanço de 2,1% na comparação anual.
Desempenho por setor
No setor agropecuário, as exportações recuaram 10,1%, com destaque para a queda de 70,1% nas vendas de soja e de 29,9% no milho. Já a indústria extrativa teve retração de 13,6%, puxada pela redução nas exportações de minério de ferro (-22,0%) e óleos brutos de petróleo (-8,3%). A indústria de transformação foi o único segmento que registrou crescimento, ainda que tímido, de 0,1%.
Nas importações, o setor agropecuário avançou 20,3%, impulsionado pelo aumento expressivo nas compras de cacau (+405,3%) e látex (+129,6%). A indústria de transformação também teve alta significativa, de 13,4%, com destaque para a elevação das importações de motores e máquinas não elétricos (+56,7%) e geradores elétricos giratórios (+98,5%).
Principais mercados
Os principais destinos das exportações brasileiras em janeiro foram Bélgica (+69,2%), Espanha (+55,7%), Itália (+71,5%) e Argentina (+57,9%). Por outro lado, houve quedas expressivas nas vendas para a China (-30,0%), Singapura (-42,6%) e Estados Unidos (-4,3%).
Nas importações, houve aumento das compras de China (+19,6%), Índia (+60,6%) e Alemanha (+13,5%), enquanto os maiores recuos foram registrados em importações da Guiana (-37,7%), Hong Kong (-14,2%) e Países Baixos (-100%).
Perspectivas para os próximos meses
Especialistas apontam que a recuperação das exportações dependerá da demanda internacional e do desempenho da safra agrícola. O crescimento das importações pode indicar uma recuperação da indústria nacional e maior consumo interno. O cenário cambial, com o dólar acima de R$ 5,50, pode favorecer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
A expectativa do setor é que o comércio exterior siga aquecido nos próximos meses, impulsionado pelo aumento da oferta de commodities agrícolas e pelo fortalecimento das parcerias comerciais com mercados estratégicos.
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