
Chuvas registradas em junho retardaram os trabalhos e setor acompanha possíveis impactos do El Niño sobre a próxima safra

A colheita de café voltou a ganhar ritmo no Brasil neste início de julho, impulsionada pelas condições mais secas do clima. Apesar do avanço, os trabalhos ainda seguem em ritmo inferior ao registrado em anos anteriores para o mesmo período, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Cepea, o atraso é reflexo das chuvas atípicas registradas ao longo de junho em importantes regiões produtoras, que dificultaram as operações no campo e comprometeram o cronograma da colheita.
Em diversas praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, a retirada dos grãos ainda não alcançou 50% da área cultivada. No mesmo período de 2025, boa parte dessas regiões já havia ultrapassado essa marca.
Embora as atividades tenham sido retomadas nos últimos dias, pesquisadores do Cepea afirmam que o setor permanece atento à qualidade dos cafés colhidos, uma vez que as precipitações podem ter afetado parte da produção.
Outro fator que preocupa os produtores é a influência do fenômeno El Niño nos próximos meses. A expectativa é de temperaturas mais elevadas nas regiões cafeeiras, cenário que pode prejudicar a florada e o enchimento dos grãos da safra 2027/28, comprometendo o potencial produtivo das lavouras.