Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2016, o Dia Mundial das Pulses, celebrado em (10), chama atenção para a importância produtiva, nutricional e econômica desse grupo de alimentos, que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico. No Brasil, o destaque permanece com o feijão, base da alimentação cotidiana e principal pulse produzido no país.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 de feijão está estimada em mais de 3 milhões de toneladas, volume 0,5% superior ao do ciclo anterior. O resultado indica estabilidade da produção nacional, com leve tendência de alta, sustentada por políticas de incentivo e pela relevância do grão na segurança alimentar.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressalta que as pulses têm papel estratégico na dieta dos brasileiros e que o governo atua para estimular a produção por meio de políticas públicas voltadas aos produtores rurais. O objetivo é garantir oferta regular, renda no campo e alimentos acessíveis à população.
“As pulses fazem parte da alimentação dos brasileiros e têm grande importância nutricional, principalmente o feijão, que está presente na mesa todos os dias. Aqui no Mapa, trabalhamos para incentivar cada vez mais a produção desses alimentos por meio de políticas e incentivos aos produtores rurais”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
No comércio exterior, o desempenho do setor também foi positivo. Em 2025, as exportações brasileiras de pulses cresceram 30% em relação a 2024, totalizando US$ 448,1 milhões. Os feijões secos concentraram mais de 98% do valor exportado, liderando a pauta. Em seguida, apareceram as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.
Para acessar os mercados internacionais, os estabelecimentos que elaboram, beneficiam, processam, industrializam, fracionam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os requisitos higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020. Em casos de protocolos específicos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também fiscaliza o atendimento às exigências sanitárias dos países importadores.
Outro instrumento central nesse processo é o Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), emitido conforme acordos firmados ou comunicações oficiais com países e blocos compradores. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é responsável por acompanhar e executar as ações de fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica sempre que houver exigência de controle oficial.
As ações incluem fiscalizações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento e empacotamento, além da coleta de amostras para classificação fiscal. Os feijões figuram entre os produtos mais inspecionados, com destaque para o feijão-comum e o feijão-de-corda. O procedimento assegura padronização, qualidade e rastreabilidade, além de proteger o consumidor, que recebe alimentos seguros, corretamente rotulados e em conformidade com os padrões oficiais.
Com informações da Conab
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