O Brasil e a Rússia reforçaram nesta semana o compromisso de ampliar, diversificar e qualificar a cooperação econômica bilateral durante a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), principal mecanismo intergovernamental de coordenação entre os dois países. O encontro definiu diretrizes para aprofundar o comércio, estimular investimentos produtivos e fortalecer parcerias estratégicas em áreas consideradas prioritárias.
O comércio bilateral entre Brasil e Rússia somou cerca de US$ 11 bilhões em 2025. Apesar de expressivo, o volume ainda é considerado abaixo do potencial das duas economias, que contam com ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. A avaliação é de que há espaço para crescimento com maior equilíbrio e maior valor agregado.
A agenda da CAN concentra esforços em temas como cooperação internacional, agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. O objetivo é promover integração produtiva, cooperação tecnológica e maior participação do setor privado, transformando convergências políticas em resultados econômicos concretos.
As diretrizes estabelecidas na reunião orientarão os trabalhos da Comissão Intergovernamental Brasileiro-Russa de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC), responsável pela execução prática das decisões. As subcomissões vinculadas à CIC são vistas como instrumentos centrais para ampliar o comércio bilateral, estimular investimentos e desenvolver projetos conjuntos de longo prazo.
No campo industrial, o governo brasileiro destacou a política de neoindustrialização baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão, com foco em uma indústria mais verde, digital e integrada às cadeias globais de valor. Nesse contexto, há interesse na ampliação de investimentos russos no Brasil, especialmente nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.
Ao mesmo tempo, foi ressaltado o potencial para maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em segmentos como alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais.
Além da agenda econômica, os países sinalizaram disposição para avançar no intercâmbio cultural e educacional, como forma de fortalecer a cooperação de longo prazo e ampliar a troca de conhecimento entre as duas sociedades.
A CAN foi apontada como um espaço estratégico de coordenação, previsibilidade e planejamento, capaz de orientar ações com foco em resultados mensuráveis e sustentáveis para as duas economias.
Com informações do Gov.br
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