A combinação entre quebra de safra, queda acentuada nos preços da cana-de-açúcar e os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre o açúcar brasileiro provocou um impacto socioeconômico significativo no setor sucroenergético de Pernambuco, com reflexos diretos no campo, na indústria e no emprego.
Entre agosto e dezembro de 2025, a moagem das 13 usinas em operação no estado recuou 18,3% em relação ao mesmo período anterior. O desempenho é atribuído, principalmente, ao cenário de preços deprimidos, agravado por um período de estiagem, situação incomum em anos de seca menos severa.
Mesmo com custos de produção mais elevados, o valor pago pela cana caiu 20,4%. A tonelada foi comercializada, em média, a R$ 137,23, contra R$ 172,46 no período anterior. O resultado comprometeu a rentabilidade dos produtores e pressionou toda a cadeia produtiva.
Pernambuco conta atualmente com 13 usinas ativas e mais de 10 mil fornecedores de cana-de-açúcar. O setor estima prejuízos da ordem de R$ 0,5 bilhão, com impactos sobre uma atividade que emprega cerca de 50 mil trabalhadores em 50 municípios do estado.
Diante do agravamento da crise, entidades representativas do setor apresentaram propostas de políticas públicas emergenciais ao governo estadual. A Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), o Sindicape, o Sindaçúcar, sindicatos de trabalhadores rurais e deputados estaduais se reuniram com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, no Palácio do Campo das Princesas. Um novo encontro está previsto para quinta-feira (5).
Entre as medidas defendidas pelo segmento está a aquisição e distribuição de adubo, com o objetivo de reduzir os custos de produção da matéria-prima para a próxima safra, que já se projeta ainda mais desafiadora em termos de emprego e arrecadação. “É um dos pleitos que fizemos à governadora Raquel Lyra”, afirma o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima.
Além das ações emergenciais, o setor também apresentou ao governo estadual um projeto mais amplo, em desenvolvimento pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), com foco no apoio aos agricultores familiares. A proposta foi entregue pela AFCP ao secretário da Casa Civil, que se comprometeu a encaminhar o tema para tratativas diretas com o instituto.
As demandas do setor canavieiro contam com o apoio de parlamentares estaduais, entre eles Antônio Moraes, France Hacker, Nino de Enoque e Henrique Filho, que participaram da primeira reunião realizada na Casa Civil.
Com informações do Gov.br
Fique por dentro das principais notícias do Agro no Brasil e no mundo!
Siga o Agromais nas redes sociais: Twitter | Facebook | Instagram | YouTube.
Tem uma sugestão de pauta? Nos envie pelo e-mail: agromaisproducao@gmail.com.
Acompanhe nossa programação 24 horas na TV — Claro: Canal 189 e 689 | Sky: Canal 569 | VIVO: 587
