Nos primeiros seis meses de execução, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 registrou avanço expressivo na ampliação do crédito rural, no fortalecimento da produção de alimentos e na inclusão de públicos historicamente menos atendidos pelas políticas de financiamento. Entre julho e dezembro, foram realizadas 1.183.669 operações de crédito, alta de 20% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025 e de 40% na comparação com 2022/2023, totalizando R$ 40,2 bilhões contratados.
Os dados indicam não apenas aumento do volume de recursos, mas também melhor distribuição do crédito, com maior participação de agricultores de menor renda, mulheres, jovens e beneficiários de linhas voltadas à agroecologia, à bioeconomia e à inclusão produtiva. Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, os resultados consolidam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) como eixo central da política de crédito rural. Segundo ele, o modelo adotado amplia o acesso ao financiamento, fortalece a produção de alimentos e contribui para a redução das desigualdades no campo.
Durante encontro com agricultores familiares na Bahia (23), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou que o fortalecimento das políticas públicas para o setor tem relação direta com a deflação de alimentos registrada no país. De acordo com o ministro, a estratégia do governo associa reforma agrária, produção de alimentos, agroecologia, cooperativismo, mecanização e acesso ao mercado.
A ampliação do crédito na região Norte é um dos principais destaques da safra. A região contabilizou 57,8 mil contratos, crescimento de 80,6% no número de operações em relação à safra anterior, com R$ 3,3 bilhões financiados. No recorte nacional, linhas estratégicas também apresentaram forte expansão. O Pronaf Agroecologia teve aumento de 102,2% nas operações e de 73% no valor financiado, enquanto o Pronaf B, voltado às famílias de menor renda, alcançou 731.722 contratos, com crescimento de 60,1% nas operações e volume contratado de R$ 5,1 bilhões.
Os impactos se refletem diretamente nas condições de vida no meio rural. No Pronaf B, 84 mil operações foram destinadas à instalação de sanitários, com R$ 252 milhões financiados. Já os quintais produtivos agroecológicos, majoritariamente conduzidos por mulheres, somaram 22 mil contratos e R$ 429 milhões, fortalecendo a segurança alimentar e a autonomia produtiva das famílias.
A inclusão de mulheres e jovens segue como eixo central da política. A linha Pronaf Jovem registrou crescimento de 1.555% no volume financiado, que passou de R$ 518 mil para R$ 8,6 milhões. As mulheres respondem por 42% das operações realizadas no atual Plano Safra. O acesso ao crédito também avançou entre povos indígenas, pescadores artesanais e extrativistas, com aumentos significativos no número de contratos e nos valores financiados.
O financiamento da produção de alimentos da cesta básica manteve trajetória de alta. O crédito para hortaliças cresceu 22,8% no número de operações, somando R$ 600 milhões. A fruticultura alcançou R$ 1,4 bilhão, enquanto pesca e aquicultura registraram crescimento de 191,9% nos contratos. A cadeia do leite contabilizou 122.845 operações, com R$ 7 bilhões financiados, e os produtos da sociobiodiversidade somaram R$ 431 milhões.
A modernização das propriedades também avançou. Pelo Programa Mais Alimentos, o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas chegou a R$ 8 bilhões, com aumento de 39,2% no número de contratos. Destaque para o cultivo protegido, com o financiamento de estufas passando de 10 mil para 28 mil operações.
Com R$ 89 bilhões previstos para a safra 2025/2026, sendo R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf, o Plano Safra incorpora novas modalidades de crédito voltadas à agroecologia, conectividade, acessibilidade, bioeconomia e sociobiodiversidade. A política segue articulada a ações complementares, como o Desenrola Rural, que possibilitou a regularização de 856 mil contratos e cerca de R$ 20 bilhões em dívidas.
O balanço dos primeiros meses foi apresentado em evento realizado (23), com participação de representantes do governo e da sociedade civil, reforçando o acompanhamento social da política. A meta do Plano Safra é alcançar 2 milhões de contratos até o final da safra, marca que já teve mais de 50% atingida nos primeiros meses.
Com informações do Gov.br
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