O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com resultados inéditos em produção, exportações, emprego e produtividade, mantendo papel central na balança comercial do país, mesmo em um contexto de debates sobre tributação e segurança jurídica no campo.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a safra 2025/2026 de grãos deve alcançar 352,2 milhões de toneladas, o maior volume já registrado. A soja lidera esse desempenho, com 171 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, os Estados Unidos colheram cerca de 118 milhões de toneladas, a Argentina 46 milhões e a China 20 milhões.
Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), os números refletem a capacidade de adaptação do produtor rural.
“Os dados mostram que o agro cresce apesar das dificuldades. Em média, a cada 37 dias o governo federal tentou aumentar impostos, criando insegurança e elevando custos de produção. Ainda assim, o produtor fez sua parte, investiu, produziu e garantiu alimento, oportunidades e renda no país”, afirmou.
O desempenho da produção teve impacto direto no comércio exterior. Em 2025, as exportações do agronegócio somaram cerca de US$ 169 bilhões, recorde histórico, segundo dados do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O setor respondeu por quase 50% das exportações totais do país e contribuiu para um superávit comercial próximo de US$ 150 bilhões.
Na avaliação do vice-presidente da FPA na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o setor teve peso relevante no resultado externo.
“Em um ano de dificuldades fiscais, foi o campo que sustentou a balança comercial do país. O agro respondeu por quase metade das exportações brasileiras e garantiu um superávit próximo de US$ 150 bilhões”, disse.
Além da soja em grão, o país registrou recorde nas exportações de farelo de soja e avançou em produtos como milho, algodão, feijão, etanol de milho, leite e carnes, ampliando sua participação no mercado global de alimentos.
No campo institucional, decisões recentes, como o veto ao marco temporal, geraram debates sobre segurança jurídica no setor. Para o ex-presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), isso não impediu o avanço da produção.
“O veto ao Marco Temporal aumentou a insegurança jurídica. Ainda assim, o produtor seguiu investindo, produzindo e batendo recordes. O que vemos em 2025 é o agro avançando apesar do governo, não por causa dele”, afirmou.
A aquicultura também apresentou crescimento expressivo. Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura mostram que, no primeiro trimestre de 2025, as exportações de pescado cultivado aumentaram 112% em receita e 89% em volume, com a tilápia respondendo por 92% do total exportado.
Para o deputado Zé Victor (PL-MG), os resultados indicam ganhos de eficiência e oferta.
“Tivemos recordes nas exportações da piscicultura, carne bovina, de frango e suína, além de um consumo interno de 38,3 quilos de carne bovina por habitante, o maior já registrado. Isso mostra eficiência produtiva e capacidade de abastecimento do mercado interno”, afirmou.
No mercado de trabalho, o IBGE registrou cerca de 28,5 milhões de trabalhadores no agronegócio em 2025, o maior nível da série histórica. Para o ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), o dado evidencia a relevância econômica do setor.
“Enquanto outros segmentos da economia encolheram, o agro cresceu, gerou emprego, renda e divisas. É um setor que precisa de previsibilidade, não de ataques ideológicos”, disse.
A produtividade média das lavouras brasileiras alcançou 4.310 quilos por hectare, o maior patamar já observado, com avanços também em leite, batata e cenoura.
A vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), atribui esse resultado ao investimento em tecnologia.
“Esse ganho de produtividade é resultado de ciência, inovação e sustentabilidade. Não é improviso. O produtor brasileiro incorporou tecnologia e boas práticas”, afirmou.
Ela destacou ainda a evolução da cadeia produtiva.
“Em 2025, o Brasil se consolidou como o maior exportador de alimentos industrializados e avançou em mercados sofisticados, com queijos, azeites e vinhos premiados internacionalmente”, completou.
No segmento de frutas, as exportações superaram US$ 1,5 bilhão em receita, com volumes recordes de melão, uva, mamão, abacate, banana, maçã, abacaxi, coco, goiaba, caqui, tâmara, pera, damasco, tangerina, mandarim, limão e lima, segundo o Ministério da Agricultura.
A FPA sustenta que a manutenção desses resultados depende de políticas públicas voltadas à segurança jurídica, acesso ao crédito, fortalecimento do seguro rural e previsibilidade regulatória.
Lupion sintetizou essa posição ao afirmar que o setor tem potencial de expansão.
“Os dados mostram que o agro brasileiro é forte, competitivo e essencial para o país. Com previsibilidade, segurança jurídica e respeito ao produtor, o Brasil pode crescer ainda mais e seguir garantindo segurança alimentar para o mundo”, concluiu.
Com informações da FPA
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