A indústria brasileira de cacau encerrou 2025 com forte retração no processamento, reflexo direto da queda na demanda por derivados ao longo do ano. A moagem somou 195,9 mil toneladas, recuo de 14,6% em relação a 2024, segundo dados do SindiDados – Campos Consultores, divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).
O desempenho negativo foi observado também no último trimestre do ano, quando a moagem caiu 13,1% na comparação anual. O cenário foi marcado por custos elevados da matéria-prima e consumo interno enfraquecido, levando a indústria a operar abaixo de sua capacidade.
Apesar disso, o recebimento de amêndoas apresentou leve recuperação em 2025, com alta de 3,7%, puxada principalmente pela Bahia, Espírito Santo e Rondônia. Ainda assim, o volume não foi suficiente para reverter a desaceleração da atividade industrial.
No mercado externo, as exportações de derivados de cacau cresceram 5,4% no acumulado do ano, ajudando a sustentar parcialmente o setor. A retirada da tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos no fim de 2025 contribuiu para a retomada dos embarques ao mercado norte-americano, especialmente de manteiga de cacau.
Para 2026, o setor segue atento ao comportamento da demanda global e à evolução da oferta internacional, em um contexto de preços mais baixos e maior cautela nas decisões de produção.
Com informações da AIPIC
Fique por dentro das principais notícias do Agro no Brasil e no mundo!
Siga o Agromais nas redes sociais: Twitter | Facebook | Instagram | YouTube.
Tem uma sugestão de pauta? Nos envie pelo e-mail: agromaisproducao@gmail.com.
Acompanhe nossa programação 24 horas na TV — Claro: Canal 189 e 689 | Sky: Canal 569 | VIVO: 587
