Os preços do etanol ao produtor mantêm trajetória de alta no início de janeiro, sustentados pelo típico aperto de oferta do período de entressafra e pela retomada da demanda após as festas de fim de ano. Mesmo com a perda momentânea de competitividade do etanol hidratado frente à gasolina nas bombas em São Paulo, o mercado segue aquecido, com distribuidoras recompondo estoques e usinas testando patamares mais elevados de preços.
Após duas semanas de menor liquidez no fim de dezembro, as negociações voltaram a ganhar ritmo na primeira semana do ano. Os baixos níveis de estoques nas usinas têm sido o principal fator de sustentação das cotações, criando um ambiente em que há negócios diários nas principais praças do Centro-Sul, mesmo diante de um cenário de consumo ainda em normalização.
Um novo vetor de suporte aos preços deve surgir a partir da próxima semana, quando o aumento da alíquota unificada do ICMS sobre a gasolina começar a ser plenamente repassado ao consumidor final. A elevação do imposto em R$ 0,10 por litro, que levou a carga tributária de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro desde 1º de janeiro, tende a melhorar a competitividade do etanol hidratado em parte dos estados da região Centro-Sul, abrindo espaço para uma reação da demanda.
Há, no entanto, um fator de risco para a continuidade da alta. As estimativas de mercado indicam que o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras permanece cerca de 18,3% acima da paridade de importação, o que cria margem para eventuais cortes por parte da estatal no curto prazo. Caso isso ocorra, a redução da gasolina poderia limitar o fôlego do etanol hidratado no mercado interno.
Em termos de preços, o etanol hidratado ao produtor em São Paulo subiu 0,7% nesta terça-feira, alcançando R$ 3,0158 por litro, com valorização acumulada de 11,3% em 12 meses. O etanol anidro avançou 1,8%, para R$ 3,4476 por litro, registrando a mesma alta anual. Em Paulínia, principal polo de comercialização do país, o preço CIF do etanol hidratado atingiu R$ 3,1220 por litro, com ganho de 1,8% no dia, 2,8% na semana e 10,6% em um ano, reforçando o viés firme do mercado no início de 2026.
Com informações da Datagro
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