O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (9) que a autorização do Conselho Europeu para a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia representa um avanço estratégico para a indústria brasileira e para o fortalecimento do multilateralismo.
Segundo o ministro, o tratado amplia investimentos, gera empregos e cria novas oportunidades para o setor produtivo, além de reforçar compromissos ambientais assumidos pelo Brasil. Alckmin destacou que, em 2025, a indústria de transformação exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, volume que correspondeu a 12,5% das vendas externas do setor.
O ministro atribuiu o avanço das negociações ao engajamento do governo brasileiro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente na agenda de sustentabilidade, com foco na redução do desmatamento e das emissões de carbono. Para ele, esse posicionamento foi decisivo para destravar o acordo após mais de duas décadas de negociações.
O tratado envolve um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões, sendo o maior acordo já negociado pelo Mercosul. A expectativa do governo é que a assinatura ocorra nos próximos dias e que a parte comercial entre em vigor ainda este ano, após aprovação pelo Congresso Nacional e pelo Parlamento Europeu.
A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil. Em 2024, a corrente de comércio bilateral atingiu US$ 100,1 bilhões, recorde histórico, com crescimento de 4,8% na comparação anual.
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