O desempenho do mercado segurador no terceiro trimestre de 2025 reforça a percepção de que o setor consolida um ciclo de expansão. Segundo dados do IRB+Inteligência, as seguradoras faturaram R$ 57,4 bilhões entre julho e setembro, alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A sinistralidade ficou em 38,5%, a menor registrada no ano.
Para a advogada Gaya Schneider, sócia do escritório Ernesto Borges Advogados e presidente da Comissão Especial de Direito Securitário da OAB Nacional, o conjunto de indicadores mostra um ambiente mais previsível.
“Os números indicam um mercado mais equilibrado. Há redução de volatilidade e avanços distribuídos entre vários segmentos, o que é importante para a estabilidade do setor”, afirma.
O movimento mais forte do trimestre ocorreu no segmento de Crédito e Garantia, que cresceu 16,2% na comparação anual. A área de danos também registrou expansão relevante, impulsionada pelos seguros residenciais, empresariais e de condomínio. Já o seguro de vida manteve trajetória sólida e apresentou avanço de 8,1%.
Schneider avalia que o recuo da sinistralidade total, que caiu 2,6 pontos percentuais no acumulado do ano, é um dos sinais de recuperação.
“Os resultados mostram ajustes na gestão de riscos e nas provisões das seguradoras. Isso abre espaço para políticas comerciais mais competitivas nos próximos meses”, explica.
O segmento rural, porém, segue em trajetória de queda. O faturamento diminuiu 18,8% no trimestre e acumula retração no ano. Para a especialista, o desempenho reflete o ambiente de incertezas climáticas e mudanças regulatórias.
“É um ramo muito sensível a choques externos. A queda não elimina sua importância, mas indica um período de reacomodação”, diz.
Ela destaca ainda que a alta dos seguros habitacionais e de engenharia aponta retomada gradual de atividades ligadas à construção civil e a novos investimentos.
“Quando esses produtos avançam, geralmente há movimento no setor produtivo. Isso costuma ser um bom termômetro da economia real”, observa.
Apesar do cenário favorável, Schneider ressalta que o setor ainda lida com desafios relevantes.
“Os resultados são positivos, mas o mercado segurador continua pressionado por fatores tecnológicos, climáticos e regulatórios. Mesmo assim, o trimestre confirma que o setor está mais maduro e com capacidade de adaptação”, afirma.
Com informações da assessoria de imprensa
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