A alface também manteve trajetória de queda, pelo terceiro mês consecutivo. As reduções foram de 8,77% em agosto, 16,01% em setembro e 7,27% em outubro. Segundo a Conab, a oferta elevada tem pressionado os preços, reforçada pela menor demanda em regiões mais frias, como observado na Ceasa de Curitiba.
Entre as frutas, banana e mamão também registraram recuo nas cotações em outubro. Para a banana, a média ponderada caiu 4,14%, puxada pela maior oferta da variedade prata, abastecida por polos de Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Ceará. Já a banana nanica seguiu em baixa disponibilidade pelo segundo mês. No caso do mamão, a maior demanda no início de outubro elevou os preços, mas o aumento da oferta na segunda quinzena e a menor procura resultaram em queda de 5,05% na média mensal.
Em sentido contrário, cebola, batata, tomate, laranja, maçã e melancia ficaram mais caros. Após quatro meses de recuo, a cebola voltou a subir: alta de 12,24% na média ponderada, com oferta praticamente estável. A batata teve avanço de 19,35%, apesar do aumento das entregas às Ceasas, destacando variações de 4,42% em Fortaleza a 41,66% em Curitiba. O tomate registrou aumento de 3,97%, revertendo a tendência de queda dos últimos meses. A maior oferta na segunda metade de outubro ajudou a segurar altas mais expressivas — movimento que tem continuado no início de novembro.
Entre as frutas, a laranja subiu 4,3% na média ponderada, influenciada por maior demanda e menor oferta no início do mês. A maçã apresentou pequenas altas diante da redução dos estoques em câmaras frias. Para a melancia, outubro marcou a troca dos estados fornecedores: com o fim da colheita em Tocantins e Goiás, São Paulo e Bahia passaram a assumir maior participação no abastecimento.
O boletim também destaca o avanço das exportações de hortigranjeiros. Entre janeiro e outubro, o volume embarcado somou 1,07 milhão de toneladas, aumento de 31,5% frente ao mesmo período de 2024. O faturamento chegou a US$ 1,19 bilhão, alta de 13,47%.