A decisão do governo americano de remover a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros foi classificada como um “avanço concreto na renovação da agenda bilateral” pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. A medida, anunciada nesta quinta-feira (20), é vista pela CNI como condizente com o papel do Brasil como grande parceiro comercial dos Estados Unidos.
Alban manifestou grande otimismo, avaliando que a ampliação das exceções “restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano”. A sobretaxa de 40% vinha sendo aplicada desde agosto, e sua remoção é crucial, especialmente porque a recente retirada de tarifas recíprocas (de 10%) havia deixado os produtores brasileiros em condições menos vantajosas.
Entre os produtos beneficiados pela atualização da lista de isenções estão insumos comuns da cesta de consumo americana, como carne bovina, café e cacau.
O presidente da CNI destacou o esforço do setor privado para o avanço nas negociações, lembrando que a entidade liderou uma missão a Washington com 130 empresários brasileiros em setembro. Agora, a expectativa da CNI é que este resultado animador prepare o terreno para a próxima etapa da negociação: avançar nos termos para bens industriais, setor para o qual os EUA são o principal mercado, como o de máquinas e equipamentos. Alban concluiu que a decisão reafirma a importância da relação de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos e a complementaridade entre as duas economias.
Com informações da CNI
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