O Governo Federal formalizou o reconhecimento da situação de emergência em oito municípios do Amapá, metade do estado, devido à infestação da praga “vassoura-de-bruxa” nas lavouras de mandioca. A crise sanitária atinge diretamente a principal fonte de renda de produtores rurais e comunidades indígenas nas cidades de Amapá, Calçoene, Cutias, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Pracuúba e Tartarugalzinho.
Para responder à emergência, os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e Carlos Fávaro, do Desenvolvimento Agrário (MDA), se reuniram para coordenar uma força-tarefa junto a representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), focada em medidas de controle sanitário e financiamento agrícola.
O ministro Góes destacou a agilidade da resposta, afirmando que o ministro Fávaro, em nome do presidente Lula, está garantindo todos os recursos necessários da parte sanitária e de pesquisa. “Quando o Governo Federal e o governo do estado trabalham unidos na ponta, com o produtor, com as prefeituras, nós podemos ter uma resposta mais rápida de combate a essa praga e de restabelecimento da produção no Amapá”, completou.
Como medida emergencial, o ministro Fávaro anunciou um convênio de R$ 2,2 milhões em recursos extraordinários, firmado entre o Mapa e a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (DIAGRO). Os recursos serão usados para iniciar o cultivo e a distribuição de mudas de mandioca sadias, visando garantir a segurança alimentar da população, além de financiar pesquisas da Embrapa para desenvolver variedades da raiz tolerantes à praga.
“O Brasil é uma referência mundial na sua defesa agropecuária, graças a grandes parcerias. Não é diferente nessa emergência sanitária que estamos vivendo para a cultura da mandioca”, pontuou Fávaro.
Além do aporte financeiro, o Governo Federal agiu na logística e comercialização. Atendendo a um pedido do ministro Waldez Góes, foi autorizada a flexibilização na venda direta ao consumidor da mandioca-mansa (macaxeira), desde que o produto seja descascado, cortado e embalado ainda na propriedade rural, diminuindo o risco de contaminação.
Da mesma forma, foi autorizado o processamento da mandioca-brava. O MIDR empenhou recursos para a aquisição de casas de farinhas móveis para mandioca. Essa iniciativa estratégica levará a estrutura de processamento diretamente a comunidades agrícolas e indígenas, permitindo que a produção de farinha, tapioca e outros derivados seja feita em um ambiente controlado.
O ministro Fávaro concluiu que essa flexibilização na comercialização atende à demanda dos produtores para manterem a renda e garante que o produto chegue de forma segura e acessível ao consumidor.
Com informações do MIDR
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