O IPCA-15, prévia da inflação oficial medida pelo IBGE, subiu 0,48% em setembro, acelerando frente a agosto (0,28%). No acumulado do ano, a alta é de 3,80%, enquanto em 12 meses o índice atingiu 4,37%.
Diferente do índice geral, o grupo de alimentação e bebidas registrou recuo de 0,35% em setembro, após já ter caído 0,51% no mês anterior. A queda ajudou a conter uma inflação maior no período, aliviando parcialmente o orçamento das famílias.
Entre os alimentos consumidos no domicílio, os destaques foram as quedas da batata-inglesa (-9,80%), do leite longa vida (-3,71%), do frango em pedaços (-2,51%) e das carnes (-0,64%). Já o arroz voltou a subir (2,38%), acompanhado de altas em frutas (0,83%) e pão francês (0,36%).
Nas refeições fora de casa, o resultado foi praticamente estável: 0,02%. Enquanto a alimentação em restaurantes subiu 0,13%, o lanche teve queda de 0,16%.
O comportamento dos preços reflete tanto a oferta agrícola quanto fatores sazonais. Segundo a Conab, a safra de grãos 2024/25 deve ser 3,9% menor no feijão, o que pressiona os preços do produto, ao passo que carnes e leite mantêm trajetória de maior equilíbrio entre oferta e demanda.
Apesar do alívio momentâneo, a inflação de alimentos continua sensível às variações climáticas e à evolução da safra de verão. Eventuais reajustes em itens básicos podem voltar a pesar sobre o orçamento, sobretudo das famílias de menor renda, para as quais a alimentação representa a maior parte das despesas mensais.
Com informações do IBGE
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