O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (11), após a divulgação da safra recorde de grãos no país, que o Brasil só manterá o ritmo de crescimento se houver políticas públicas capazes de responder aos impactos das mudanças climáticas.
Ele destacou que o governo federal tem atuado para apoiar produtores atingidos por eventos extremos.
“A estratégia é estar atento às mudanças necessárias nas políticas públicas, como, por exemplo, a situação de alguns produtores que sofreram com intempéries climáticas. Novamente, o governo estende a mão com um plano muito estratégico de renegociação de dívidas”, disse o ministro. Na semana passada, foi editada a Medida Provisória que libera R$ 12 bilhões para renegociações de débitos de agricultores afetados por secas e enchentes.
Fávaro apontou ainda a relevância da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no estímulo à produção e na comercialização, além da abertura de novos mercados para a agropecuária, que fortalece a balança comercial e gera oportunidades econômicas.
Outro destaque é o programa Caminho Verde Brasil, voltado à recuperação de áreas degradadas. Segundo o ministro, em 2025 já foram restaurados 1,8 milhão de hectares, o equivalente a 2,5% da produção nacional.
“Nós podemos recuperar áreas já utilizadas, introduzi-las novamente no sistema produtivo, garantir o aumento da nossa produção e, assim, consolidar o Brasil como o maior produtor de alimentos e energia renovável do mundo”, afirmou.
Fávaro também lembrou que o país saiu do Mapa da Fome em julho, resultado da supersafra e da ampliação da oferta de alimentos, que, além de abastecer o mercado interno, aumentou a renda da população.
“O maior consumidor dos alimentos brasileiros não é o mercado externo, é o povo brasileiro, que consome 70% da produção”, disse.
O ministro defendeu ainda a modernização do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado essencial para dar estabilidade ao campo. Segundo ele, a Fundação Getúlio Vargas apresentará em breve um estudo comparando o impacto fiscal entre renegociar dívidas após perdas e ampliar os investimentos em seguro.
“Tenho certeza de que o resultado mostrará a importância de modernizar o seguro rural. Vamos apresentar um novo modelo, com apoio do Congresso Nacional, para trazer mais estabilidade ao campo”, afirmou.
Com informações do Mapa
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