Entrando em sua fase final, a migração definitiva para o novo modelo de importação no Brasil promete transformar profundamente o comércio exterior. A partir deste segundo semestre de 2025, todas as importações terrestres e aquelas realizadas sob o regime da Zona Franca de Manaus deverão ser feitas por meio da DUIMP (Declaração Única de Importação), encerrando de vez o uso do antigo sistema Siscomex LI/DI.
A mudança faz parte da consolidação do Portal Único de Comércio Exterior, plataforma do governo federal que integra diferentes órgãos e sistemas com o objetivo de desburocratizar, agilizar e tornar mais seguras as operações de importação no país.
“A DUIMP não é apenas uma atualização tecnológica, é uma mudança de cultura”, afirma Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping. Segundo ele, o novo sistema exige “novos níveis de organização, precisão e integração de dados”.
Fim do Siscomex
De julho a setembro, o uso da DUIMP será obrigatório para importações por via terrestre. De outubro a dezembro, será a vez das operações na Zona Franca de Manaus. Após esse período, qualquer tentativa de utilizar o sistema antigo será rejeitada automaticamente.
Empresas que atuam com importações precisarão revisar quatro pilares estratégicos: sistemas tecnológicos internos, cadastro de produtos, capacitação de equipes e estratégia de conformidade regulatória.
Um dos pontos críticos é o Catálogo de Produtos, que deve estar completo e padronizado. “Erros de classificação fiscal ou atributos mal descritos paralisam a operação”, alerta Pimenta.
Treinamento e tecnologia
As empresas também precisam capacitar as equipes e realizar simulações práticas com os novos fluxos operacionais. A integração dos sistemas internos ao Portal Único, via API, é essencial para garantir que os dados circulem de forma segura e precisa.
Com o aumento do controle por órgãos anuentes, como ANP, ANM, MCTI e Polícia Federal, inconsistências ou falhas de informação podem causar sanções ou atrasos significativos na liberação de mercadorias.
Risco para quem não se preparar
Especialistas alertam que o não alinhamento ao novo modelo pode trazer prejuízos financeiros e operacionais. A recomendação é acompanhar de perto o cronograma de migração, manter-se atualizado no Portal Único e, sempre que possível, contar com suporte especializado para interpretação das regras.
Com informações da assessoria de imprensa
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