O Brasil alcançou o maior superávit da série histórica para os sete primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). De janeiro a julho de 2025, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 56,3 bilhões, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2024.
O resultado também representa um marco para o mês de julho, que fechou com superávit de US$ 8,9 bilhões — o melhor desempenho já registrado para o mês.
Segundo o MDIC, o crescimento foi impulsionado por uma queda mais intensa nas importações (-14,6%) em comparação às exportações (-6,4%). O volume exportado, no entanto, teve alta de 13,5% no período, sinalizando maior demanda internacional por produtos brasileiros, especialmente do agronegócio e da indústria de transformação.
Entre os principais destaques da pauta exportadora estiveram produtos agropecuários como milho, café, carne bovina e soja, além de automóveis de passageiros e produtos siderúrgicos. Por outro lado, houve queda no preço médio de importantes commodities, como o minério de ferro e o petróleo, o que impactou negativamente a receita total.
Do lado das importações, a redução foi puxada principalmente por combustíveis, peças automotivas e produtos eletrônicos. O cenário econômico internacional e a valorização do real frente ao dólar também contribuíram para a diminuição nas compras externas.
Em termos de parceiros comerciais, a China se manteve como principal destino das exportações brasileiras, seguida pela União Europeia, Estados Unidos e países da América do Sul. O crescimento das vendas para a Ásia e para a América Latina compensou a leve retração observada em mercados europeus.
O governo federal avalia que o resultado reforça a resiliência da economia brasileira diante das tensões comerciais globais.
“A balança comercial positiva é um pilar importante para a estabilidade macroeconômica do país, especialmente num cenário de incertezas externas como o que enfrentamos atualmente”, destacou o ministro Geraldo Alckmin, que acumula a função de vice-presidente e titular da pasta.
Com os números consolidados de julho, a expectativa para o fechamento do ano é de novo recorde histórico na balança comercial, superando os US$ 98,8 bilhões registrados em 2023.
Com informações do MDIC
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