A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) concluiu o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo em sua atuação estratégica junto ao Congresso Nacional. Com foco na competitividade, regulamentação e bem-estar animal, a entidade reforçou o diálogo técnico e institucional com parlamentares e lideranças do agronegócio para garantir que os interesses da cadeia suinícola estejam devidamente representados nas decisões legislativas.
Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a entidade monitora atualmente 33 projetos de lei com potencial impacto direto na suinocultura.
“O trabalho da equipe política é dinâmico e permanente. Fechamos o semestre com avanços importantes, atuando com firmeza e estratégia nas pautas que afetam o setor”, destacou.
A equipe de relações governamentais da associação acompanha semanalmente as comissões temáticas do Legislativo, além de participar de debates técnicos com entidades do Instituto Pensar Agro (IPA), do qual a ABCS faz parte. A gerente de relações governamentais, Ana Paula Cenci, explica que o primeiro semestre foi marcado por uma tramitação mais lenta no Parlamento, reflexo das incertezas orçamentárias e da agenda do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Mesmo assim, mantivemos presença ativa e qualificada na defesa da suinocultura, buscando garantir avanços e evitar retrocessos”, afirmou.
Entre os projetos monitorados, destaque para o PL 784/2024, que trata da rotulagem de produtos de origem animal. A proposta exige maior transparência sobre origem, métodos de produção e segurança alimentar, o que, segundo a ABCS, pode impactar diretamente a suinocultura. A entidade elaborou um parecer técnico e solicitou, por meio da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que a proposta passe pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), por sua relevância ao setor agropecuário.
Outro ponto de atenção é o PL 2742/2024, que trata do bem-estar animal ao propor padrões mínimos de manejo. A ABCS entregou uma nota técnica ao deputado Nelson Barbudo (PL-MT), alertando para a sobreposição com normas já existentes, como a Instrução Normativa nº 113/2020 do Ministério da Agricultura. O parlamentar acolheu as considerações da entidade, o que foi visto como sinal positivo pelo setor.
A agenda do segundo semestre seguirá intensa, com foco na defesa técnica e institucional da suinocultura.
“Vamos continuar atuando com responsabilidade e embasamento, acompanhando de perto os desdobramentos legislativos e assegurando que as pautas da nossa cadeia produtiva avancem”, conclui Ana Paula Cenci.
A atuação da ABCS no Parlamento confirma o compromisso da entidade com uma suinocultura moderna, sustentável e bem representada no processo de formulação das políticas públicas do país.
Com informações da ABCS
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