A balança comercial brasileira encerrou o mês de maio de 2025 com superávit de US$ 7,24 bilhões, resultado da diferença entre US$ 30,16 bilhões em exportações e US$ 22,92 bilhões em importações. Apesar do saldo positivo, o desempenho das exportações apresentou leve retração de 0,1% em comparação com o mesmo mês de 2024. Já as importações cresceram 4,7% no período, elevando a corrente de comércio para US$ 53,07 bilhões — alta de 1,9% em relação a maio do ano passado.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações somaram US$ 136,93 bilhões (queda de 0,9%), enquanto as importações alcançaram US$ 112,49 bilhões (alta de 9,2%), resultando em um superávit comercial de US$ 24,43 bilhões no ano.
Desempenho por setor e produtos
O resultado de maio foi marcado por queda nas exportações da agropecuária (−0,6%) e da indústria extrativa (−6,6%), com destaque para a redução nas vendas de soja (−3,9%), algodão em bruto (−31,2%) e óleos brutos de petróleo (−9,7%). Por outro lado, a indústria de transformação cresceu 3,4% no comparativo com maio de 2024.
Do lado das importações, houve aumento significativo de produtos industrializados, especialmente fertilizantes químicos (+25,9%), compostos químicos (+32,1%) e veículos de passageiros (+19,2%). A indústria de transformação liderou o crescimento das compras externas, com alta de 9,5% no mês.
Geograficamente, o destaque positivo ficou com as exportações para a América do Sul (+20,4%), com destaque para a Argentina (+67,4%). A América do Norte também apresentou crescimento (+6,5%), impulsionada pelos Estados Unidos (+11,5%). Em contrapartida, houve queda expressiva nas exportações para países da Ásia, Europa, África e Oriente Médio, puxadas por recuos nas vendas à Coreia do Sul, Singapura, Espanha e Argélia.
No lado das importações, a China liderou com aumento de 19,9% nas vendas ao Brasil, seguida por Japão, Índia e Indonésia. As compras oriundas da África também cresceram expressivamente, especialmente de países como Argélia e Costa do Marfim. Em contrapartida, as importações de países da Europa, América do Sul e Oceania registraram retrações.
Acumulado do ano mostra mudança de perfil
No acumulado de janeiro a maio, as exportações brasileiras foram puxadas pela indústria de transformação (+3,6%) e pela agropecuária (+1,7%), enquanto a indústria extrativa teve queda de 12,5%. As importações subiram principalmente por conta da indústria de transformação (+12,1%).
O boletim divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que a corrente de comércio no acumulado do ano totaliza US$ 249,42 bilhões, alta de 3,4% em relação ao mesmo período de 2024.
Com informações da SECEX
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