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Home Agricultura & Agropecuária

Inflação desacelera em maio, mas energia elétrica e remédios pressionam índice, aponta IBGE

by Redação
maio 27, 2025
Inflação desacelera em maio, mas energia elétrica e remédios pressionam índice, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,36% em maio, abaixo da taxa de 0,43% observada em abril. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo IBGE e mostram que, embora o ritmo de aumento dos preços tenha diminuído, itens como energia elétrica e medicamentos continuam exercendo pressão sobre o custo de vida.

No acumulado de 2025, a inflação medida pelo IPCA-15 chegou a 2,80%. Já nos últimos 12 meses, o índice subiu para 5,40%, contra os 4,73% registrados até abril. Em maio de 2024, o IPCA-15 havia sido de 0,44%.

Energia elétrica lidera impactos positivos

A maior contribuição individual para o índice veio da energia elétrica residencial, com alta de 1,68% e impacto de 0,06 ponto percentual. A elevação foi puxada pela mudança na bandeira tarifária, que passou de verde para amarela, com cobrança adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes tarifários em Salvador, Recife e Fortaleza.

O grupo Habitação subiu 0,67%, impactado ainda pelos aumentos na taxa de água e esgoto em cidades como Recife, Goiânia e Porto Alegre, e pelo reajuste no gás encanado no Rio de Janeiro.

Remédios impulsionam grupo de saúde

O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,91%) também teve forte influência, com impacto de 0,12 p.p. no IPCA-15. O aumento de 1,93% nos preços dos medicamentos refletiu o reajuste autorizado de até 5,09% em vigor desde 31 de março.

Vestuário lidera entre os grupos com maiores altas

Sete dos nove grupos pesquisados apresentaram aumento. O Vestuário teve a maior variação, com alta de 0,92%, seguido por Saúde e cuidados pessoais (0,91%) e Habitação (0,67%). Também subiram os grupos Despesas pessoais (0,50%), Alimentação e bebidas (0,39%), Comunicação (0,27%) e Educação (0,09%). Já os grupos Transportes (-0,29%) e Artigos de residência (-0,07%) registraram queda.

Alimentação desacelera, mas batata e cebola sobem

O grupo Alimentação e bebidas perdeu força em relação ao mês anterior, desacelerando de 1,14% para 0,39%. Quedas nos preços do tomate (-7,28%), do arroz (-4,31%) e das frutas (-1,64%) ajudaram a conter a alta. No entanto, itens como batata-inglesa (21,75%), cebola (6,14%) e café moído (4,82%) subiram significativamente.

Transportes tem maior influência negativa com passagens aéreas

O grupo Transportes foi o único com impacto negativo expressivo no IPCA-15 de maio, com queda de 0,29% e contribuição de -0,06 p.p. A principal influência foi a redução de 11,18% nas passagens aéreas. Medidas como a gratuidade no transporte coletivo aos domingos e feriados em cidades como Brasília e Belém também puxaram para baixo os preços do ônibus urbano.

Nos combustíveis, houve leve alta de 0,11%, com avanço nos preços do etanol (0,54%) e da gasolina (0,14%), compensando as quedas no diesel (-1,53%) e no gás veicular (-0,96%).

Regiões: Goiânia tem maior alta; Curitiba, a menor

Entre as 11 regiões pesquisadas, todas registraram variação positiva. Goiânia teve o maior avanço, de 0,79%, devido ao aumento expressivo nos preços do etanol (11,84%) e da gasolina (4,11%). Já Curitiba apresentou a menor alta (0,18%), com destaque para as quedas nas passagens aéreas e frutas.

Próxima divulgação será em junho

O IPCA-15 considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos nas principais regiões metropolitanas do país. Os dados foram coletados de 15 de abril a 15 de maio. A próxima divulgação, referente a junho, ocorrerá no dia 26, quando também será apresentado o IPCA-E, que consolida os resultados trimestrais da inflação.

Com informações do IBGE

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Tags: agriculturaagricultura familiaragromaisagronegocioagropecuariaeconomiaibgeinflação
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