O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou, nesta quinta-feira (22), a abertura de nove novos mercados para exportação de produtos agropecuários brasileiros no continente africano. O anúncio foi feito durante o encerramento do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A medida fortalece a inserção internacional do agro brasileiro e amplia as oportunidades comerciais com países africanos.
Ao todo, foram oito aberturas para o Benin, que passam a permitir exportações de bovinos e bubalinos vivos, embriões in vivo e in vitro, sêmen de bovinos, bubalinos e suínos, ovos férteis, pintos de um dia, sementes de Braquiária (Brachiaria spp.) e frutas como maçã. Já o Senegal passa a importar oficialmente embriões bovinos e bubalinos do Brasil.
“O Brasil retoma com força total uma agenda de cooperação com a África, priorizando transferência de tecnologia, genética, produção agropecuária e combate à fome. A reabertura da Embrapa no continente é mais um passo estratégico para que possamos levar inovação tropical e contribuir com o desenvolvimento sustentável da região”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Além das aberturas comerciais, o evento marcou a assinatura de memorandos de entendimento com Etiópia, Nigéria, Benin, Quênia e Costa do Marfim, com foco em cooperação técnica, desenvolvimento dos sistemas produtivos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura familiar.
Cooperação Sul-Sul e segurança alimentar no centro das discussões
O chanceler Mauro Vieira destacou o simbolismo do evento no atual cenário internacional, reforçando o compromisso brasileiro com a cooperação Sul-Sul e a construção de soluções integradas entre países do hemisfério sul. “Fortalecer os sistemas alimentares sustentáveis e valorizar a agricultura familiar são prioridades compartilhadas pelo Brasil e pelos países africanos”, afirmou. A Declaração Final do II Diálogo Brasil-África foi adotada por aclamação, consolidando os compromissos firmados entre as nações.
Durante a semana, ministros da Agricultura africanos visitaram instituições como a Embrapa, a Conab e cooperativas rurais, além de conhecerem de perto, em Petrolina (PE), soluções de convivência com o semiárido. A agenda técnica foi conduzida pelo ministro Fávaro, com participação da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e da primeira-dama Janja Lula da Silva.
Impactos econômicos e projeção internacional do agro
As novas aberturas representam uma expansão significativa no potencial de exportações brasileiras, especialmente nas cadeias de genética animal, sementes e fruticultura. Em um cenário global marcado por insegurança alimentar e demanda crescente por alimentos sustentáveis, a iniciativa amplia o protagonismo do Brasil como fornecedor estratégico e parceiro tecnológico.
Para o agro brasileiro, a medida reforça a diversificação de mercados e o posicionamento do país como referência em produção tropical sustentável. A expectativa é de que, com o avanço da cooperação técnica e institucional, novas frentes comerciais sejam abertas, consolidando relações de longo prazo com países africanos e contribuindo para o desenvolvimento econômico mútuo.
A presença da Embrapa na África, com retorno formalizado durante o encontro, será peça-chave na difusão de tecnologias adaptadas ao clima tropical e na capacitação de técnicos e produtores locais. Com isso, o Brasil exporta mais do que produtos: compartilha conhecimento, amplia sua influência diplomática e fortalece sua imagem internacional como agente de transformação no combate à fome.
Com informações do Mapa
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