As exportações brasileiras de soja, farelo de soja, milho e trigo seguem em ritmo intenso e devem atingir entre 69,8 milhões e 72,1 milhões de toneladas até o final de maio de 2025, segundo projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Os dados, que consideram o line-up portuário, indicam manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional, apesar da volatilidade no mercado global.
A soja permanece como o principal produto da pauta exportadora, com estimativa de embarque entre 13,4 milhões e 15,6 milhões de toneladas em maio. Na média, a ANEC trabalha com 14,5 milhões de toneladas, número superior ao registrado em maio de 2024 (13,47 milhões de t). No acumulado do ano, as exportações do grão já ultrapassam 54,5 milhões de toneladas, volume levemente acima do mesmo período de 2024, reforçando a solidez da safra brasileira mesmo diante de desafios logísticos e climáticos.
Outro destaque do mês é o farelo de soja, que deve alcançar 2,35 milhões de toneladas em embarques, consolidando crescimento expressivo em relação ao ano anterior. A expansão se explica tanto pela demanda aquecida quanto pela maior oferta nacional, impulsionada pela moagem da oleaginosa.
Já o milho, embora em menor ritmo por estar fora do pico da colheita da segunda safra, registra até agora cerca de 124 mil toneladas exportadas em maio. O volume anual ainda está abaixo do patamar de 2024, com 1,47 milhão de toneladas embarcadas até o momento, refletindo o deslocamento da janela principal de exportação para o segundo semestre.
No caso do trigo, as exportações somaram pouco mais de 51 mil toneladas em abril e outros 23 mil em maio. Com esse desempenho, o cereal alcança 1,47 milhão de toneladas exportadas em 2025, praticamente o mesmo nível registrado em igual período do ano passado.
Desempenho robusto e desafios à frente
No total, considerando os quatro produtos, o Brasil já exportou mais de 70,9 milhões de toneladas até maio, número que mantém o país como um dos líderes globais no comércio de grãos. No entanto, a ANEC ressalta que o volume efetivo pode variar até o fechamento do mês, a depender do carregamento nos principais portos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e São Luís/Itaqui.
Além do desempenho comercial, o relatório também evidencia a importância da logística para o escoamento da safra. Com o crescimento das exportações, a movimentação portuária tem sido estratégica para cumprir contratos internacionais e garantir a fluidez no escoamento da produção agrícola, especialmente em um ano marcado por maior variabilidade climática e pressão sobre os custos de transporte.
O bom desempenho das exportações também contribui para a geração de superávit na balança comercial brasileira e reforça o papel do agronegócio como motor da economia. No atual cenário de transição energética e aumento da demanda global por alimentos, a competitividade brasileira ganha relevância ao combinar volume, regularidade e capacidade de resposta aos mercados internacionais.
Com informações da ANEC
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